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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Muito Obrigada!



Bom dia :)

E muito obrigada!

A todos vós _/\_


Imagem: Bem-Hajam!

Um simples "obrigada/obrigado"
levanta o "astral",
reconhece a amizade,
o trabalho profissional.


Este gesto cordial
convida as pessoas ao fundamental,
e numa palavra apenas
sentem-se estimuladas, reconhecidas, valorizadas.

É palavra mágica, também,
que gera bem-estar e satisfação,
boa para quem fala
e para quem escuta com o coração.

"Obrigada/Obrigado",
não é obrigação!...
É atenção, carinho, respeito, sorriso, gesto, atitude...,
gratidão.

E precisamos tanto!
Porque calamos, então?


Dizem que hoje, 11 de janeiro, é Dia de Obrigada/Obrigado!
E, também, que a data nasceu nas redes sociais.

Então, hoje, em cada dia... momento, ocasião,
a cada amigo, familiar, colega, leitor, autor,
colaborador, companheiro de palavra,
conhecido, desconhecido, alguém...
digamos, demonstremos:

"Obrigada/Obrigado",
"Agradecida/Agradecido"
"Grata/Grato"
"Bem-haja"

Bem-Hajam!
Não é mania. É palavra. Mágica também.

Sintam-se abraçadas \o/ abraçados \o/
e o meu "O bri ga da" para todos!

_/\_
 
Maria, 11-01-16

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Eu conheço um Poeta... Plural como o Universo!




"Nas faldas do Himalaia o Himalaia é só as faldas do Himalaia.
É na distância, ou na memória, ou na imaginação que o Himalaia é da sua altura,
ou talvez um pouco mais alto."



Imagem: Paisagem de Montanhas



Eu conheço um Poeta,
"PluraL como o Universo",
que viveu noutro milénio,
do século passado,
e se foi a um 30 de Novembro.

Um Poeta de desassossegos,
íntimos, e fora de si,
escrevendo, ora em nome de personagens
que inventava, para consigo falarem,
se entenderem e acalmarem,
gentes, como Reis, Campos, Caeiro,
que depois calava,
 ora em nome de si,
sua Pessoa, que mostrava simplesmente.

Eu conheço um Poeta-publicitário,
que inventou um slogan
para uma bebida proibida,
em terras lusas,
até 74 do século passado,
e consumida, por contágio,
noutros sítios com sabor
a língua portuguesa,
porque sim.
E que dizia assim:
"Primeiro estranha-se,
depois entranha-se."
E ficou em mim.

Eu conheço um Poeta-génio,
que aspirava ao lugar de "Conservador-Bibliotecário",
num Museu-Biblioteca de Cascais,
e que sem meios,
mas cheio de palavra, cultura e documentos,
ainda assim, não serviu para esse fim.
E desesperado com a vida, numa carta
endereçada a Suas Excelências,
e respectiva Comissão Administrativa,
que representavam,
escreveu assim:

"(...) Salvo o que de competência e idoneidade
está implícito nas habilitações indicadas
como motivo de preferência (...)
e portanto se prova documentalmente
pelos documentos referentes às indicações (...),
a competência e a idoneidade não são susceptíveis
de prova documental.
Incluem, até, elementos como o aspecto físico e a educação,
que são indocumentáveis por natureza."   

Eu conheço um Poeta Universal,
que escrevia em inglês, em francês...,
e a língua portuguesa amava.
Que hoje é de todos,
e no milénio em que viveu,
era de alguns, apenas,
de si e de amigos e colegas
que espalhavam a sua poesia
e o que mais escrevia,
em fragmentos, cartas e contos
que criava e produzia,
e que irritavam, alguns,
que ouviam,
em Águias que voavam
ou em Orpheus que escandalizavam.

Eu conheço um Poeta em vida (im)publicado,
nem livro, excepto um,
nem folheto algum,
que hoje anda por todo o lado.
Sem público, por lhe faltar,
nem dinheiro seu,
que não tinha, não gastava,
nem, inutilmente, a editor fazia gastar.

Eu conheço um Poeta que gostava de dizer,
ou "melhor, de palavrar"
e escrevia, ora de pé,
ora pelas ruas vagueava,
e, de vez em quando,
numa "Brasileira" ou num "Martinho da Arcada"
se sentava.
E "Em Busca da Belleza" rabiscava.

Eu conheço um Poeta que em vida
uma "Mensagem" nos deixou,
profética, da História de Portugal,
e da Alma desse povo-mistério,
nos diz assim:
"Falta cumprir-se Portugal!"

E que sonhava:
"Passados os quatro tempos do ser,
a terra será teatro do dia claro",
da Alma, por despertar,
daquela metade que é medo,
mistério a descobrir,
cabo por ultrapassar.

Se "As nações todas são mistérios,
cada uma é todo o mundo a sós..."
"Cumpriu-se o Mar",
Falta vencer o mar imenso,
que separa as almas de todos e
de cada um de nós.
Que a Terra seja uma só!

Eu conheço um Poeta...
que nas Almas, suas,
viveu, estrela só,
"Plural como o Universo"
ainda, a brilhar pra nós.

(Maria, 30 de Novembro, de 2015)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Doce e certinho verão de São Martinho...


Conheço um país
com um verão no outono,
a meio da estação.

Onde mansas abelhas caseiras
pacientemente transformam canseiras 
em doce, que semeiam.

Carregam a vida consigo,
dançam à volta, à volta, de nespereiras em flor,
para cá e para lá.

E o futuro transportam,
generosamente,
em silenciosa, paciente e grandiosa canção.

Que não se vê, 
se ouve baixinho, zumbindo,
e mora na t(r)oca e no coração.


Foto: "110115-2843: Nespereira em flor ~ Medlar tree in blossom, Nov. 1, 2015 - Portugal" (in https://flic.kr/p/zUnmR4)


 Pelo São Martinho,
conta a lenda,
semeia-se e partilha-se
com carinho.

Na Natureza também!
Voando de flor em flor,
dançando andam
doces abelhas,
recebendo e dando,
semeando o futuro.


Neste verão de São Martinho, assim certinho, um doce abraço para todos com carinho  \o/
Maria
 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

São Martinho



E lá vem o verão de São Martinho!
Que ele traga, também, 
muita castanha e vinho
e uma capa generosa
pra partilhar com carinho :)







Lenda de São Martinho


Num dia tempestuoso
ia São Martinho,
valoroso soldado,
mais seu bravo cavalo
pelo seu caminho.

Quando viu um pobre,
nu de frio...
Estendendo a mão 
enregelada,
carcomida e despida,
mendigante e suplicante.

São Martinho nele poisou
a sua mão, com carinho,
e com a espada cortou
sua capa de soldado.
Metade deu ao pobre,
com outra metade ficou.

E seguindo o seu caminho,
tão cheio de felicidade,
nem se importou
com a chuva que caía
e que logo todo o molhou.

Eis quando
um forte sol de verão, 
o abraçou!
Desfazendo a tempestade,
e a terra, de luz e calor, inundou.

Diz-se desde então
que todos os anos
pelo 11 de Novembro,
ou antes ou depois,
cessa o frio e volta o sol
brilhando mais um bocadinho,
pra aquecer a nossa alma
e lembrar o São Martinho.

 
(Maria, Adaptação em verso da «Lenda de São Martinho», 8-11-2012)

sábado, 20 de novembro de 2010

Oliveiras da minha aldeia...





Landscape at sunset with olive trees
Image: Landscape at sunset with olive trees; Portugal.
Cara de azeitona
corpo de rama,
A tua alma é oiro
que não engana...

Brilha ao sol
ilumina na candeia,
Quantas vezes aquece
o meu coração com a sua chama!

 
 
 
 
 
 
Olive tree
Image: Olive tree, Portugal.
 
 
Quando era pequenina
e o frio chegava,
Tantas vezes a tua saia
me enrolava e afagava...

 
 
 
 
 
 
 
E quantas vezes brincava
Olive grove
Image: Olive grove; Portugal.  
pendurada nas asas do teu baloiço...
E na tua sombra deixava,
o rasto de anos e rugas em pó

De tantas coisas que jogava...

Ainda vais ficar
depois de eu passar,
Fazendo recordar
que a vida não são só folhas,
Mas raízes que a fazem perdurar.

 
 
 (Adm, 20-11-2010)