sábado, 5 de março de 2016

Écloga da primavera



Adormece um pokim agora, Ó chuva! psiu, psiu
Acalma um momento, Ó frio! chiu, chiu
Descansa teu sopro, Ó vento! zum, zum
Acorda aí o tempo claro, Ó sol! trim, trim
Embala(me), leve, Ó alma da primavera!

 
Imagem: Moinho de vento. Fev. 2016, Portugal.
 
Maria, 05-03-2016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Muito Obrigada!



Bom dia :)

E muito obrigada!

A todos vós _/\_


Imagem: Bem-Hajam!

Um simples "obrigada/obrigado"
levanta o "astral",
reconhece a amizade,
o trabalho profissional.


Este gesto cordial
convida as pessoas ao fundamental,
e numa palavra apenas
sentem-se estimuladas, reconhecidas, valorizadas.

É palavra mágica, também,
que gera bem-estar e satisfação,
boa para quem fala
e para quem escuta com o coração.

"Obrigada/Obrigado",
não é obrigação!...
É atenção, carinho, respeito, sorriso, gesto, atitude...,
gratidão.

E precisamos tanto!
Porque calamos, então?


Dizem que hoje, 11 de janeiro, é Dia de Obrigada/Obrigado!
E, também, que a data nasceu nas redes sociais.

Então, hoje, em cada dia... momento, ocasião,
a cada amigo, familiar, colega, leitor, autor,
colaborador, companheiro de palavra,
conhecido, desconhecido, alguém...
digamos, demonstremos:

"Obrigada/Obrigado",
"Agradecida/Agradecido"
"Grata/Grato"
"Bem-haja"

Bem-Hajam!
Não é mania. É palavra. Mágica também.

Sintam-se abraçadas \o/ abraçados \o/
e o meu "O bri ga da" para todos!

_/\_
 
Maria, 11-01-16

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Janeiras


Nessa noite fria de Janeiras, 
nesse dia que é de Reis, 
eu canto a todos de porta em porta, 
para que tenham saúde, paz e prosperidade. 

Canto também para que sintam felicidade. 

E que tenham sabedoria para aceitar,
sentir todas as emoções 
que fazem parte de nós, da vida. 

Que não temam o medo, a tristeza..., 
que os procurem entender em vez de os ignorar. 

Canto também para que todos sejamos solidários 
e que, juntos, possamos crescer,
evoluir como e com humanidade. 



Imagem: À volta do Madeiro. Cântico tradicional das Janeiras, Portugal.


Abraço, Maria

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Memória de Natal


Imagem: Campos de Natal. Dez. 2015, Portugal.


Se eu fosse
a memória do Natal,
eu seria assim...
 

Hoje, criança,
tal como sou,
ando com ele
dentro de mim.  





Maria, 22-12-2015

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Reino maravilhoso...

Imagem: Árvores de Natal. Dez. 2015, Portugal.

Era uma vez um reino maravilhoso...
Quando a poeira das estrelas
desceu à terra,
semeou de luz,
povoou de nós.

Muito, muito tempo passou,
e, desde então, tudo mudou.

Mas algures, no nosso coração,
sabemos quem somos.

Por isso vestimos as nossas árvores pelo Natal.
E as cobrimos com esses mantos iluminados.
Para, vazios, nos lembrarmos...

Maria, 17-12-2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Eu conheço um Poeta... Plural como o Universo!




"Nas faldas do Himalaia o Himalaia é só as faldas do Himalaia.
É na distância, ou na memória, ou na imaginação que o Himalaia é da sua altura,
ou talvez um pouco mais alto."



Imagem: Paisagem de Montanhas



Eu conheço um Poeta,
"PluraL como o Universo",
que viveu noutro milénio,
do século passado,
e se foi a um 30 de Novembro.

Um Poeta de desassossegos,
íntimos, e fora de si,
escrevendo, ora em nome de personagens
que inventava, para consigo falarem,
se entenderem e acalmarem,
gentes, como Reis, Campos, Caeiro,
que depois calava,
 ora em nome de si,
sua Pessoa, que mostrava simplesmente.

Eu conheço um Poeta-publicitário,
que inventou um slogan
para uma bebida proibida,
em terras lusas,
até 74 do século passado,
e consumida, por contágio,
noutros sítios com sabor
a língua portuguesa,
porque sim.
E que dizia assim:
"Primeiro estranha-se,
depois entranha-se."
E ficou em mim.

Eu conheço um Poeta-génio,
que aspirava ao lugar de "Conservador-Bibliotecário",
num Museu-Biblioteca de Cascais,
e que sem meios,
mas cheio de palavra, cultura e documentos,
ainda assim, não serviu para esse fim.
E desesperado com a vida, numa carta
endereçada a Suas Excelências,
e respectiva Comissão Administrativa,
que representavam,
escreveu assim:

"(...) Salvo o que de competência e idoneidade
está implícito nas habilitações indicadas
como motivo de preferência (...)
e portanto se prova documentalmente
pelos documentos referentes às indicações (...),
a competência e a idoneidade não são susceptíveis
de prova documental.
Incluem, até, elementos como o aspecto físico e a educação,
que são indocumentáveis por natureza."   

Eu conheço um Poeta Universal,
que escrevia em inglês, em francês...,
e a língua portuguesa amava.
Que hoje é de todos,
e no milénio em que viveu,
era de alguns, apenas,
de si e de amigos e colegas
que espalhavam a sua poesia
e o que mais escrevia,
em fragmentos, cartas e contos
que criava e produzia,
e que irritavam, alguns,
que ouviam,
em Águias que voavam
ou em Orpheus que escandalizavam.

Eu conheço um Poeta em vida (im)publicado,
nem livro, excepto um,
nem folheto algum,
que hoje anda por todo o lado.
Sem público, por lhe faltar,
nem dinheiro seu,
que não tinha, não gastava,
nem, inutilmente, a editor fazia gastar.

Eu conheço um Poeta que gostava de dizer,
ou "melhor, de palavrar"
e escrevia, ora de pé,
ora pelas ruas vagueava,
e, de vez em quando,
numa "Brasileira" ou num "Martinho da Arcada"
se sentava.
E "Em Busca da Belleza" rabiscava.

Eu conheço um Poeta que em vida
uma "Mensagem" nos deixou,
profética, da História de Portugal,
e da Alma desse povo-mistério,
nos diz assim:
"Falta cumprir-se Portugal!"

E que sonhava:
"Passados os quatro tempos do ser,
a terra será teatro do dia claro",
da Alma, por despertar,
daquela metade que é medo,
mistério a descobrir,
cabo por ultrapassar.

Se "As nações todas são mistérios,
cada uma é todo o mundo a sós..."
"Cumpriu-se o Mar",
Falta vencer o mar imenso,
que separa as almas de todos e
de cada um de nós.
Que a Terra seja uma só!

Eu conheço um Poeta...
que nas Almas, suas,
viveu, estrela só,
"Plural como o Universo"
ainda, a brilhar pra nós.

(Maria, 30 de Novembro, de 2015)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Doce e certinho verão de São Martinho...


Conheço um país
com um verão no outono,
a meio da estação.

Onde mansas abelhas caseiras
pacientemente transformam canseiras 
em doce, que semeiam.

Carregam a vida consigo,
dançam à volta, à volta, de nespereiras em flor,
para cá e para lá.

E o futuro transportam,
generosamente,
em silenciosa, paciente e grandiosa canção.

Que não se vê, 
se ouve baixinho, zumbindo,
e mora na t(r)oca e no coração.


Foto: "110115-2843: Nespereira em flor ~ Medlar tree in blossom, Nov. 1, 2015 - Portugal" (in https://flic.kr/p/zUnmR4)


 Pelo São Martinho,
conta a lenda,
semeia-se e partilha-se
com carinho.

Na Natureza também!
Voando de flor em flor,
dançando andam
doces abelhas,
recebendo e dando,
semeando o futuro.


Neste verão de São Martinho, assim certinho, um doce abraço para todos com carinho  \o/
Maria