Mostrar mensagens com a etiqueta 6. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 6. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Manjericos na calçada cheiram bem!


Encontrei o manjerico na calçada,
no Santo António de Almada.

É um manjerico feito de água,
de "água fria e clara",
frágil, memorável,
transparente, perfumada.

"Numa noite azul"
fria e clara...
encontrei o manjerico na calçada.

Passem-lhe a mão por cima,
devagar, devagarinho,
e levem convosco
o cheiro intenso,
frágil, transparente,
memorável.

É um manjerico feito de água,
de água transparente e clara.

Trouxe-o até aqui,
para vos agradecer
do fundo do coração,
onde mora a gratidão,
todo o vosso carinho, companheirismo e amizade.

Imagem: Manjerico na calçada. Jun. 13; Almada, Portugal.

Obrigada _/\_



 Maria

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Muros perfumados...


Imagem: Muro de rosas e heras (1). Junho, 2016; Portugal.


 

São rosas, são muros de hera perfumados, 
os que tenho no meu jardim!...
Dispostos à sua vontade, 
crescem em botão 
e se transformam em largura, 
comprimento, altura...

 

Imagem: Muro de rosas e heras (2). Junho, 2016; Portugal.






Desenham labirintos, em profundidade, 
vêem trilhos lá do alto e espirais, 
espreitam de vez em quando 
e cheiram em toda a parte.





Imagem: Manjerico na calçada (3). Junho, 2016; Portugal.



 
 
Depois... depois virão os manjericos, 
que andam à solta nas ruas, nas calçadas, 
nas janelas, nos murais, por todo o lado!
Andam juntos, em vasos e versos, 
saltam os muros, dão poesia aos santos 
e aos dias de antes e do verão.






 
Imagem: Manjerico no mural (4). Junho, 2016; Portugal.





 
Vestem os junhos de verde, 
rosa, branco..., 
intenso, 
navegando(nos) com afeição.

 








Bom Junho, aproveitem os dias, todos o momentos!
Abraços 
\o/
Maria, 13-06-2016

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Janeiras


Nessa noite fria de Janeiras, 
nesse dia que é de Reis, 
eu canto a todos de porta em porta, 
para que tenham saúde, paz e prosperidade. 

Canto também para que sintam felicidade. 

E que tenham sabedoria para aceitar,
sentir todas as emoções 
que fazem parte de nós, da vida. 

Que não temam o medo, a tristeza..., 
que os procurem entender em vez de os ignorar. 

Canto também para que todos sejamos solidários 
e que, juntos, possamos crescer,
evoluir como e com humanidade. 



Imagem: À volta do Madeiro. Cântico tradicional das Janeiras, Portugal.


Abraço, Maria

domingo, 6 de outubro de 2013

Meia-Luz




 


À meia luz de Outubro,
melancólica e suave,
andam seres brincando
neste berço de céu azulado...







E lá vão, passando... passando,
e os meus olhos, embalando...
E me levando, dando a mão,
brincando, voando, 
E cismando, mostrando quanto
do que nunca saíu deste canto,
voar consigo pode também.
 



(Maria, 6-10-2013)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Esmeralda...


Pintada, 
quem te pintou?
E te transformou...

Considerarmo-nos estranhos à natureza implica sermos alheios a nós próprios.
Sermos capazes de percorrer a «flecha do tempo» da existência e da vida é só o início de uma grande aventura.
A liberdade da criatividade humana em viver como expressão singular é comum a todos os níveis da natureza e suas possibilidades são infinitas, mas não certezas. E esta é uma grande aventura!



«O que está em cima é como o que está em baixo. E o que está em baixo é como o que está em cima.»
(Tábua de Esmeralda, Hermes Trismegisto)


Neste universo circular,
esférico, redondo,
geométrico perfeito...

Da Terra aos planetas,
Da Lua à poeira,
Dos corpos celestes
aos átomos, electrões,
fotões e estrelas...

Dos elementares, 
ora corpúsculos, ora ondas,
em luz e radiações,
dão e levam informações, 
milenares...

E nos transformam, 
em novas navegações 
e gerações...

E nesta dança, a rodar,
nós a circum-navegar... 

 (Maria, 06-08-2013)



Mais, muito mais:

Fique Louco!: Ilya Prigogine - Carta para as futuras gerações
"Não somos nós quem engendra a flecha do tempo. Pelo contrário, somos filhos dela." (Ilya Prigogine, O Fim das Certezas - O Tempo, o Caos e as Leis da Natureza. Lisboa - Ed. Gradiva, 1ª Ed.: Novembro de 1996, p.12).
Quero Saber: Nova força mais forte que a gravidade

Wikipédia: Tábua de Esmeralda
 

sábado, 29 de junho de 2013

... E a ferradura...




Tropecei em ferradura
Num caminho poeirento,
Por ser velha e ferrugenta
Não a apanhei...

No calor desse trilho
Por água suspirei,
E muito me lembrei!
Se a ferradura tenho apanhado
E em cerejas transformado,
Como me teriam consolado...
 

(Maria, baseado no conto «S. Pedro e a Ferradura»)







      «S. PEDRO E A FERRADURA

HÁ muita gente que imagina que só as coisas ricas têm valor e despreza tudo quanto parece de somenos importância.
Ora isto é um erro, porque às vezes as coisas mais insignificantes podem servir de muito.
Foi o que verificou S. Pedro, quando andava no Mundo na companhia do Mestre.
Iam os dois, um dia, por uma estrada fora e encontraram uma ferradura. Disse Nosso Senhor Jesus Cristo ao discípulo:
— Pedro, apanha essa ferradura.
— Ó Senhor, para que a hei-de apanhar, se está velha e ferrugenta? Não serve para nada.
O Mestre não respondeu, mas deixando o discípulo ir adiante, abaixou-se, sem ele ver, e apanhou a ferradura.
Chegando a uma cidade por onde tinham de passar para irem para o seu destino, tornou Jesus Cristo a ficar para trás e, sem o imprevidente discípulo dar por isso, foi a um ferrador que lhe deu dez reis pela ferradura. Depois, passando por um sítio onde se vendia fruta, comprou dez reis de cerejas, que guardou sem o companheiro ver.
Atravessaram a cidade sem descansar, porque era urgente o que os chamava a outra, ainda mais longe. Pela estrada fazia um calor de rachar, e o pobre S. Pedro, aflito, não fazia senão suspirar e dizer:
— Se ao menos tivesse qualquer coisa que me refrescasse a boca, não me custava tanto suportar o ardor deste dia de verão!
O Mestre sorriu-se e, andando alguns passos adiante, deixou cair uma cereja, disfarçadamente.
O discípulo viu-a no chão, e, sem pensar que tinha sido deitada pelo companheiro, abaixou-se, limpou-a do pó e comeu-a com satisfação.
Assim foram seguindo: o Senhor sempre semeando as cerejas, e o bom do S. Pedro apanhando-as e comendo-as, sem ver de onde vinham, até que, no fim de se acabar a provisão, lhe disse Jesus Cristo:
— Que trabalho tiveste em apanhar as cerejas, Pedro! Melhor farias se tivesses apanhado a ferradura.
— Uma ferradura velha, para que me servia? As cerejas comem-se e a ferradura não presta para nada.
— Pois se não fosse a ferradura não tinhas as cerejas.
E contando-lhe o que fizera, aconselhou-o a nunca desprezar as coisas pequenas, porque sem elas não se pode ter as grandes.
S. Pedro aproveitou a lição, e daí para diante não tornou a ser imprevidente.»
(«S. Pedro e a Ferradura» in "Contos, Fábulas, Facécias e Exemplos da Tradição Popular Portuguesa." - Ana de Castro Osório. Lisboa: Soc. de Expansão Cultural, 1962)


Mais info:   


"tell them I am still here"

tell them I am still here by fiddle oak 
tell them I am still here, a photo by fiddle oak on Flickr. 
Via Flickr: somewhere.

                                                                  
OUtros OLHAres...

"Todas as pessoas grandes começaram por ser crianças
(embora poucas se lembrem disso)"
(Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho)


         

domingo, 23 de junho de 2013

Lua colorida...








A minha lua é colorida...






Há um sol que brilha com ela...


  

 





Gosto dela, muito, assim... 
brincando com as cores,























Um pontinho no céu...
azul, verde ou amarela,
rosa ou carmim... 





Cheia, espreitando e sorrindo pra nós...




 E como é bom, simples, apenas,  
olhar pra ela...




e guardar somente o seu belo em mim...










Maria, SuperLuaCheia, 23-06-2013





Mais sobre a Super Lua Cheia: Observatório Astronómico de Lisboa