quarta-feira, 4 de julho de 2012

Higgs


A quatro de Julho anunciado...


Um imenso bosão,
apanhado!
Higgs, de seu nome,
batizado!


E levemente abre a porta...


Aos cegos 96,
que os 4 à mostra não são cem!



       E os mistérios do Universo... 


       Em matéria visível rolam,
       e as forças que os ligam
       Aos olhos de quem vê,
       será escuro, será claro?


       Um passo em cada partícula
       Para quem crê...




Maria, «Higgs» (Lisboa, 4 Julho 2012)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Imagine


Um banco de jardim
sarapintado pelo tempo.
Dois velhos parados,
olhares envergonhados.
Dois jovens debruçados
em caixote,
De restos encontrados...

Sob bandeiras em janelas,
sob Eras também...
Sob 40 ardentes,
em dia de suão.

Dois velhos sentados
e andantes também...
Miram e desviam,
à vez,
O olhar incomodado
com o lixo virado.
Numa rua qualquer
de um país amargurado...

Bandeiras arqueadas
em casas, içadas,
D'outras eras resgatadas
a ruas engalanadas.

Dois jovens
Dois velhos
Um banco de jardim...
Um coração despedaçado 
em bandeiras levantadas
numa crença sem fim...

A alma rolando
numa bola,
Que sim, que sim!
Nos pés de génios, querubim.
No meu jardim...


Maria, «Imagine» (Lisboa, 2012)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Cria nça



"Todos temos uma criança alegre, curiosa, vivaz dentro de nós, mas poucos a deixam respirar. Devemos pensar como adultos, mas sentir, ser curiosos e aventurarmo-nos como uma criança. Quem asfixia a sua emoção envelhece no único lugar que deveria ser sempre jovem. ...                           
Sem riscos, os poetas não escreveriam poesia, as crianças não seriam criativas, os cientistas não seriam inventivos, os empresários não seriam empreendedores. ... Sem riscos, não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias. Não erraríamos, não choraríamos, não pediríamos desculpas... não teríamos necessidade da humildade..."                                                            
(Augusto Cury in Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas)

sábado, 19 de maio de 2012

Um bom ano de espiga!


Que nunca falte a espiga em cada lar,
com muita oliveira,
regado de alecrim,
papoilas, malmequeres e videiras...

E outras plantas mais.
      











(Maria, «Dia da Espiga 2012»)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Berço





Quando eu era bem menina
escrevia sem parar,
Dançava com as palavras
em histórias de encantar.







Viajava nas estrelas,
rabiscava a minha ardósia...
E quando o ponteiro acabava
e as palavras se esfumavam,
Pensava...
Voariam na próxima vaga!
Mais longe que os meus pés,
descalços, na terra molhada.





Amparada,
entre as mãos dessa ardósia encantada...







Com as palavras salpicava,
a terra semeada.






Maria, «Berço» (Lisboa, 2012)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O tempo do Papalagui


"O Papalagui tem também uma paixão por algo que não se
consegue agarrar mas que ainda assim existe: o tempo.
Leva-o muito a sério e diz todo o tipo de tolices sobre ele.
Embora nunca venha a haver mais tempo entre o nascer e
o pôr do sol, para ele este não é suficiente.
O Papalagui nunca está satisfeito com o seu tempo e
culpa o Grande Espírito por não lhe dar mais...
o tempo está lá, mas ele parece incapaz de o encontrar."

(Tuiavii de Tiavéa, Papalagui)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

2011@2012

Imagem: Pinheiros de Natal. Dez. 2011, Portugal.
Preso e embrulhado
num velho postal alado
em palavras multicolores,
tenho de desejar a todos
um Bom Natal,
selado e enlaçado,
por constelações,
com amor em nossos corações.
 E que um Novo Ano
em verso, prosa ou texto corrido,
em links ou linhas de um qualquer caderno,
em tela ou rascunho, qual pauta alinhada,
una a todos num universo mais profundo.

Abraço, Maria