terça-feira, 12 de abril de 2011

Tempo...


Há tantos tempos!

Há tantas formas de se ver o mesmo tempo...
Há tantas horas no tempo.
E tantos foras de tempo também...
Há tantos tempos e nenhum é igual ao outro.

Há tanta gente no tempo e tanto tempo sem ninguém...



(Adm, 12-04-2011)

terça-feira, 22 de março de 2011

Renovação...


Que o azul encha os céus
todas as Primaveras,
Que os sonhos de algodão
brilhem ao sol,
suspensos em eras...

Que os botões rosa em flor
desçam sobre a Terra,
E cubram os braços
e afaguem as mãos,
verdes de cansaço...

Que o redondo dos chapéus
desperte sobre os muros,
E as suas costas protejam
do peso, os anos dos ombros...

Que a abelha sempre mergulhe
no cheiro da Natureza,
E sobrevoe a tua casa
no branco da pureza...

Que as pombas do pombal
desçam todos os dias,
Sem medo da tua mão
te sobrevoem como guias...

Que sigas o vento...
Nos céus te leva a trilhos,
outrora percorrias nos teus dias
E ainda a medo não perdias...

Passo a passo, segue!



 (Adm, 21-03-2011)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Despertar


Que os momentos vividos
na minha infância,
Entre laços e abraços
possa eu ser capaz,
De perpetuar...




Cem nós entrelaçados
sem pontas, transformar...

Reforçados, unidos
e não enviesados,
Carregados de sentir
e não molhados,
Por lágrimas
paradas de revolta...
 
 

 Que à minha volta
possa eu sempre,
Não ignorar
e estar atenta,
A tudo o que mexe
e respira,
A tudo o que de mim espera...

 


Que ao meu redor
possa eu sempre olhar,
E dar.






 (Adm, 27-01-2011)
                 






sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Egitânea adormecida...


Egitânea adormecida
nos meus passos,
No meu caminho
entre pedras e riachos...




No vazio da História
e dos marcos,
Nos sinais perdidos
e nos lamentos ecoados...




Na grandeza de gentes,
guerreiros, santos e realezas
De lutas travadas,
nos teus socalcos e nos teus espaços...


Sobre as lápides
que um dia albergaram,
Desconhecidos e mortais
que como eu vagueiam,
Na busca de sinais...



(Adm, 09-12-2010)

sábado, 20 de novembro de 2010

Oliveiras da minha aldeia...


Cara de azeitona
corpo de rama,
A tua alma é oiro
que não engana...

Brilha ao sol
ilumina na candeia,
Quantas vezes aquece
o meu coração com a sua chama!

Quando era pequenina
e o frio chegava,
Tantas vezes a tua saia
me enrolava e afagava...

E quantas vezes brincava
pendurada nas asas do teu baloiço...
E na tua sombra deixava,
o rasto de anos e rugas em pó

De tantas coisas que jogava...

Ainda vais ficar
depois de eu passar,
Fazendo recordar
que a vida não são só folhas,
Mas raízes que a fazem perdurar.


(Adm, 20-11-2010)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010